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A nova equação da execução no canal distribuidor

Pessoas, valor no PDV e tecnologia como alavancas de crescimento

Imagem editorial contextual: A nova equação da execução no canal distribuidor
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O canal atacadista distribuidor segue sendo uma das principais engrenagens do abastecimento do varejo brasileiro. Segundo o Ranking ABAD/NielsenIQ 2025, o setor movimentou aproximadamente R$ 443 bilhões em faturamento, consolidando-se como responsável por mais de 50% do abastecimento do varejo alimentar no Brasil.

Além da relevância econômica, o canal distribuidor possui um papel estratégico na capilaridade das marcas, chegando a milhões de pontos de venda que não são atendidos diretamente pela indústria.

Ao mesmo tempo, o setor enfrenta desafios estruturais que impactam diretamente a execução no ponto de venda e a competitividade das empresas.

Quatro temas têm dominado as discussões estratégicas entre indústria, distribuidores e líderes de trade marketing:

  • Turnover das equipes de campo
  • Custo e retorno do promotor no canal distribuidor
  • O que o varejista realmente valoriza
  • Digitalização da operação e uso de inteligência artificial

1. Turnover nas equipes de execução

Um dos principais desafios apontados por distribuidores nas pesquisas da ABAD é a gestão de pessoas nas equipes de campo, especialmente vendedores e promotores.

Essas funções possuem alta rotatividade por três motivos principais:

  • Pressão por metas
  • Baixa estrutura de desenvolvimento profissional
  • Pouco reconhecimento do impacto estratégico da função
  • No entanto, o cenário começa a mudar.

O Future of Jobs Report 2025 do Fórum Econômico Mundial mostra que as habilidades que mais crescem em importância até 2030 incluem:

  • liderança e influência social
  • resiliência e adaptabilidade
  • pensamento analítico
  • curiosidade e aprendizado contínuo
  • gestão de talentos

inteligência artificial e análise de dados

O relatório mostra que liderança e influência social tiveram aumento de 22 pontos percentuais na relevância para as empresas, enquanto habilidades como resiliência e flexibilidade cresceram 17 pontos percentuais na importância estratégica para organizações globais.

Isso traz uma reflexão importante para o canal distribuidor.

O profissional de campo do futuro não será apenas um executor de tarefas.

Ele precisará ser um influenciador no PDV, capaz de:

  • educar o varejista
  • interpretar dados de vendas
  • executar estratégias de marca
  • representar a indústria no ponto de venda
  • Ou seja, o desafio do turnover não será resolvido apenas com salário.
  • Será resolvido com desenvolvimento profissional e reconhecimento do papel estratégico do promotor e do vendedor no ecossistema do varejo.

2. O custo do promotor para o distribuidor

Outra discussão recorrente no canal distribuidor é o custo do promotor.

salário

encargos

deslocamento

supervisão

Muitos distribuidores ainda enxergam essa função apenas como custo.

Mas as evidências mostram que esse é um olhar incompleto.

Estudos acadêmicos sobre merchandising indicam que melhorias estruturadas na execução de ponto de venda podem gerar crescimentos superiores a 30% nas vendas em determinados projetos piloto, principalmente em categorias de alta competitividade.

Quando analisamos o papel do promotor na jornada de vendas, percebemos que ele influencia diretamente:

  • redução de ruptura
  • exposição da marca
  • execução de campanhas
  • organização da loja
  • educação do varejista
  • Ou seja, ele atua diretamente sobre o sell out.

Por isso, a pergunta estratégica não é quanto custa um promotor.

A pergunta correta é:

Quanto faturamento adicional ele pode gerar para o distribuidor e para a indústria?

Distribuidores que conseguem medir indicadores como:

  • giro por loja
  • ruptura
  • execução de planograma
  • impacto de campanhas
  • passam a enxergar o promotor como alavanca de crescimento e não como custo operacional.

3. O que o varejista realmente valoriza

Existe um mito recorrente no mercado de que o varejista decide apenas pelo menor preço.

Na prática, a experiência do canal distribuidor mostra que o varejista valoriza principalmente quatro fatores:

  • disponibilidade de produto
  • facilidade de reposição
  • velocidade de atendimento

suporte comercial

A ABAD aponta que um dos diferenciais competitivos do canal distribuidor é justamente sua capacidade de proximidade com o pequeno e médio varejo, oferecendo agilidade e relacionamento.

Nesse contexto, a execução no PDV ganha relevância.

O promotor ou vendedor que ajuda o varejista a vender mais:

  • organiza a loja
  • melhora a exposição
  • sugere mix
  • apoia campanhas
  • deixa de ser apenas um fornecedor.
  • Ele se torna parceiro do varejista.

Quando isso acontece, a conversa deixa de ser exclusivamente sobre preço.

Passa a ser sobre geração de valor e aumento de vendas.

4. IA e digitalização da operação

A digitalização também aparece como uma das principais transformações no canal distribuidor.

Historicamente, muitas operações ainda são geridas com:

  • grupos de WhatsApp
  • planilhas
  • telefonemas
  • relatórios manuais

Esse modelo começa a mostrar limites claros de escala.

Segundo pesquisas recentes do setor atacadista distribuidor, cresce rapidamente o investimento em:

  • sistemas de gestão comercial
  • plataformas de incentivo
  • soluções de BI
  • ferramentas de inteligência artificial
  • O Future of Jobs Report 2025 reforça essa tendência.

Entre as competências que mais crescerão em importância até 2030 estão:

  • IA e big data
  • cibersegurança
  • alfabetização tecnológica
  • Essas habilidades aparecem como as competências técnicas que mais crescerão em relevância nos próximos anos.

O relatório também destaca que a transformação digital exige profissionais capazes de combinar:

  • tecnologia
  • pensamento analítico
  • gestão de pessoas

Esse ponto é especialmente relevante para o canal distribuidor.

O futuro da execução no PDV não será apenas físico.

Será físico + digital + orientado por dados.

5. O novo perfil do líder no canal distribuidor

Quando cruzamos os dados da ABAD/NielsenIQ com o relatório do Fórum Econômico Mundial, surge uma conclusão importante.

O líder do canal distribuidor do futuro precisará dominar três dimensões simultaneamente:

  • gestão de pessoas
  • inteligência de dados
  • execução de mercado

O Future of Jobs Report 2025 destaca que habilidades humanas como:

  • liderança
  • gestão de talentos
  • influência social
  • pensamento sistêmico
  • continuarão sendo críticas mesmo em um ambiente cada vez mais tecnológico.
  • Isso significa que o desafio não é apenas digitalizar a operação.
  • O desafio é formar líderes capazes de transformar dados em decisões e pessoas em resultados.

Conclusão

O canal distribuidor brasileiro está passando por uma transformação.

A combinação de pressão competitiva, evolução tecnológica e mudança no perfil da força de trabalho exige uma nova forma de pensar a operação.

Empresas que conseguirem avançar em quatro frentes terão vantagem competitiva clara:

  • reduzir turnover através de desenvolvimento e reconhecimento
  • enxergar o promotor como gerador de receita
  • fortalecer a relação com o varejista através da execução
  • digitalizar a operação com dados e inteligência artificial
  • No final do dia, a lógica continua simples. Quem executa melhor no ponto de venda vende mais.
  • E quem consegue alinhar pessoas, tecnologia e estratégia transforma execução em crescimento sustentável.
  • Bibliografia
  • ABAD – Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores

Ranking ABAD/NielsenIQ 2025

World Economic Forum

Future of Jobs Report 2025

Oliveira, P. H. P.

Eficiência do merchandising no ponto de venda

Pimentel, P. C.

Using merchandising as a tool for sales increase

Ozeda, G. M.; Santos, M. R.

Trade e In-store Marketing: revisão integradora sobre comportamento no PDV

ORIGEM DO CONHECIMENTO

Comunidade Gigante do PDV

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